Em Brasília • 02/05/2018

#brasília – Moça do Buquê

Eu amo Brasília por inúmeras razões, apesar de muita gente achar a cidade sem graça. Eu sempre consigo ver uma coisa boa em todos os lados dela. Um deles é o nascimento e desenvolvimento de tantos pequenos negócios genuinamente brasilienses – ou seja, criados aqui, por moradores daqui.

Não são apenas lojas ou cafeterias (vício aqui), mas pequenos negócios que aparecem em feirinhas locais, ou aos poucos fazendo sucesso entre um grupo de amigos, até crescerem exponencialmente porque demonstraram o talento e a vontade necessárias.

É como me senti vendo o trabalho da Moça do Buquê – ou eu deveria dizer, moças?

Entrada do ateliê Moça do Buquê.

Bom gosto por todos os lados.

O ateliê tem dois espaços: um para a preparação dos arranjos e outro como escritório, para atender clientes e cuidar de demandas administrativas.

Em um prédio comercial do Sudoeste, se você entrar no corredor certo, vai se perguntar de onde está vindo tantos aromas diferentes, especialmente se for um sábado. Quando eu fui a primeira vez até o ateliê da Moça do Buquê, buscar minha encomenda, eu não sabia pra que lado era mas não foi difícil de achar, quase como aquelas cenas em desenho animado quando o personagem é seduzido por um cheiro.

Eu fui completamente guiada pelo aroma das flores até o fim do corredor, onde presenciei uma correria de meninas preparando alguma coisa. Eu saberia depois que era um casamento, e também saberia depois que quem me entregou meu buquê encomendado foi a Bruna Pelegio – uma das sócias e donas do Moça do Buquê.

Eu já admirava esse trabalho de longe, vendo fotos no instagram e acompanhando os bolos maravilhosos que a Thais Terra faz, sempre marcando o Moça do Buquê como provedor das flores. Os buquês, sempre os mais lindos. Os arranjos, os mais jeitosos e criativos. Sempre combinando, mas ao mesmo tempo diferentes do padrão.

Marquei por whatsapp com a Mayara – outra fofa, um poço de simpatia, que trabalha no ateliê – para conhecer melhor o trabalho delas e gravar o vídeo. No dia, então, conheci a Sâmia Silveira, sócia da Bruna. Sócias e amigas, uma arquiteta e uma contadora encontraram nas flores e na decoração um escape para o estresse das profissões.

Quando viram que o que faziam era valorizado, porque era bom, elas transformaram o hobby em negócio. Atualmente, o Moça do Buquê atende noivas, casamentos, festas e nossa própria casa – o Clube Florido garante um buquê personalizado semanal, quinzenal ou mensal para receber em casa.

Mas qual a diferença entre comprar umas flores numa loja, ou contratar uma empresa de decoração que inclua as flores?

O diferencial das meninas é exatamente essa paixão que as fez seguir nesse caminho. O atendimento personalizado e cuidadoso com as suas necessidades é o que cativa. A gente pode ter o mesmo casamento, com a mesma temática, mas somos pessoas diferentes. E o talento da Bruna e da Sâmia é identificar com exatidão quem você é, e expressá-la nas flores.

Isso elas conseguiram com muita dedicação ao que fazem. Em todas as etapas do negócio, elas se fazem presente. Desde o contato com o cliente, a definição do conceito da decoração, a compra das flores, a montagem do buquê ou arranjos… até a entrega! A Mayara me contou que apenas recentemente, depois de dois anos de empresa, que as duas encontraram um entregador. Antes, era no carro próprio delas.

Nesse pique, talvez eu as encontrasse cansadas quando fui gravar o vídeo. Mas não apenas estavam ali, dispostas a me dar atenção enquanto eu perguntava absolutamente tudo (jornalista néam), como elas eram só sorrisos.

Gosto de ver uma pessoa talentosa tendo sucesso, mas a admiração, que é um nível acima, vem quando eu vejo talento e felicidade juntos.

Sâmia e Bruna, divas das flores.

As meninas estão alçando novos voos com a Aura – uma segunda vertente florida que vai cuidar da decoração de eventos por completo.
Conhecendo o trabalho delas, e principalmente o carinho pelo que fazem, tenho certeza que será um enorme sucesso.

Conhecer:
  • Moça do Buquê
    Facebook | Instagram
  • E-mail
    mocadobuque@gmail.com ou (61) 99678-8169
  • Clube Florido
    Entre R$ 48 e R$ 84, uma vez por mês, plano mensal.
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ViagensAmérica do Norte • 16/04/2018

#viajando – The Music Box Village, em New Orleans

Esta é uma daquelas coisas que você só descobre se conversa com moradores de onde você está viajando. É exatamente o tipo de coisa que eu gosto.
Nós ficamos hospedados em um Airbnb, e geralmente hosts do Airbnb deixam recadinhos pela casa, incluindo dicas de lugares para visitar, onde comer e etc. Este foi um deles, que nossa host Monique nos indicou. Ela disse que estava indo para lá pois havia uma feira de produtos locais e artesanato do bairro, e seria legal se aparecêssemos. Não resistimos.


Vou tentar explicar o que é a Music Box Village pra vocês. É uma mistura de instalação artística ao ar livre, com reciclagem de materiais e espaço de apresentações musicais. É um jardim de metais e folhagens, com pequenas casinhas que te fazem viajar por uma casa da árvore de uma família americana em New Orleans, por um templo budista no Japão e por um bangalô turístico na Tailândia ao mesmo tempo. E cada uma delas faz um som, uma música diferente.

Objetivamente, o Music Box é um projeto iniciado por artistas locais criadores da organização Airlift New Orleans, fundada depois da destruição do furacão Katrina com o propósito de ajudar outros artistas e músicos que perderam tudo na tempestade. Desde 2011, o projeto existia de maneira itinerante, indo até para outras cidades nos EUA. Em outubro de 2016, o espaço definitivo do Music Box foi inaugurado em um terreno no bairro de Bywater, onde antes era uma fábrica de metais.

Quando chegamos lá, a feirinha mencionada pela Monique estava acontecendo entre as casinhas existentes do Music Box. Aos poucos, começamos a entender do que se tratava. Cada casa ali foi construída por algum artista, ou um grupo deles, ou pelos criadores do projeto, e elas emitem sons dependendo do que você fizer lá dentro. Caminhar, tocar nas paredes, mexer cordas, bater tambores. Tudo produz um som. Juntando todas com a dose certa de prática e ensaio, realmente é possível montar uma grande sinfonia ao ar livre. Inclusive, no meio, fica um telefone antigo que é onde o cantor da banda pode ficar.


Passeamos pelas mesinhas de artesãos locais e batemos um agradável papo com Monique, que estava vendendo as velas que a namorada faz (e ela é apenas a pessoa mais divertida de New Orleans, sem sombra de dúvida – pra começar, ela foi extraditada do Brasil depois de acabar em Fernando de Noronha sem querer ao passar duas semanas em alto mar, tentando chegar da Europa para a África do Sul – “infelizmente, agora, não posso mais entrar no Brasil porque acham que eu era aquela tradicional gringa escrota que tenta roubar os pássaros e rãs da Amazônia”). Enquanto isso, escutávamos os mais diversos sons imagináveis, pois as crianças simplesmente amam aquele lugar. Afinal, é arte que você pode participar e ninguém vai te repreender se não ficar bonito.

O espaço é usado para dezenas de eventos, como aquela feirinha que fomos, pequenos festivais de música, performances artísticas e de dança, até orquestras se apresentam lá. É bom conferir a programação no site oficial para ver se tem algo bacana pra você ver. Como a Louisiana é um estado em rota de furacões, também é sempre bom checar no site se eles estarão abertos no dia que você decidir ir, e em quais horários.


É importante notar alguns aspectos do local, se você decidir visitá-lo (por favor, vá!):

– Se muito, tem umas 6 vagas de carro na frente do local. Vá de bike, de uber, a pé ou estacione em outra rua e vá a pé. Essas vagas mais próximas eles tentam reservar para prioridades como grávidas, idosos e deficientes.
– O espaço da vila com as casinhas, ou seja da instalação em si, não é pavimentado. É terra, grama e, se chover, lama. Então, vá de tênis.
– Eles permitem e adoram crianças, mas pedem que haja o limite de 3 crianças por adulto. Isso porque não há “monitores” ou supervisores em cada casinha – cabe ao responsável e apenas a ele cuidar das crianças e consequentemente ajudá-las a aproveitar o máximo possível de cada casinha. Vai ser difícil uma pessoa só cuidar simultaneamente de 5 ou 6 crianças.
– É proibido levar comidas e bebidas nos dias de visitação aberta. Eles têm comidas e bebidas vendendo por lá e consumir deles é parte do que ajuda a sustentar o local, então prestigie!
– Obviamente, como tudo é ou de madeira ou tem folhagens pra todo lado, é expressamente proibido fumar dentro ou próximo do Music Box Village.

Visitar:
  • The Music Box Village
    Site Oficial | Facebook
  • Endereço
    4557 North Rampart Street, New Orleans 70117.
  • Horário de funcionamento
    Sexta – 15:00 às 20:00
    Sábado e domingo – 10:00 às 20:00
    Horários variam bastante, é bom checar sempre o site.
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